Rei marcou 50 vezes contra o Corinthians e fez do rival sua maior vítima, além de liderar tabu de 11 anos sem derrotas santistas em Paulistas.
A história de Pelé contra o Corinthians teve início em 11 de abril de 1957, quando o então jovem candidato a Rei, com 16 anos, deixou sua marca na vitória por 5 a 3, em amistoso na Vila Belmiro. Em novembro do mesmo ano, teve início o tabu no Paulista com um empate em 3 a 3 no Pacaembu - Pelé marcou três vezes. Dali em diante, foram outros 18 jogos contra o rival pelo Estadual, com 15 vitórias, três empates e mais 25 gols, até a queda do tabu, em 6 de março de 1968 (2 a 0 para o time da capital, no Pacaembu).
Além do período sem derrotas para o Corinthians, Pelé liderou várias goleadas do Santos sobre o rival, como o 6 a 1 aplicado em 1958 ou o 7 a 4 de 1964 - em cada um dos jogos, o Rei marcou quatro gols. O Rei ainda esbanjou regularidade, passando em branco apenas duas vezes nas 19 partidas do tabu paulista.
Pelé, porém, nem sempre levou a melhor. Em nove oportunidades, o Rei deixou o gramado derrotado, sendo uma vez no jogo que antecedeu a sequência invicta no Estadual (2 a 1 para o Corinthians, em 21 de julho de 1957, no Paulistão) e outra já no período do tabu paulista (2 a 0 Timão, em 27 de março de 1958, no Torneio Rio-São Paulo). A maior parte dos tropeços do Atleta do Século ocorreu já no final da década de 60 e no início dos anos 70, quando o time do Parque São Jorge reassumiu o domínio do clássico.
Até por isso, apegado ao retrospecto do passado, Pelé torce para que o Santos retome a sequência positiva diante do Corinthians - o Peixe não bate o rival há quatro jogos.
- Eu tive mais sorte que os jogadores do Corinthians (risos). Ganhei mais do que perdi. Foi uma fase boa do Santos. É uma coisa bonita de se ver, um clássico deste porte, completando 100 anos. Espero que continue assim, mas que, dessa vez, vire novamente a nosso favor, porque o Santos tem voltado a derrapar - conclui.
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